Como uma massa italiana se transformou em símbolo de boa sorte
- Sr. Luciano Dessardo

- 4 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Há algo de mágico em uma boa massa: o aroma que preenche a cozinha, o calor dos pratos na mesa, os olhares que se cruzam antes da primeira garfada, a suculência do molho…
Quando falamos no nhoque, essa história vai um pouco além. Após um encontro cheio de generosidade que teria acontecido no século IV, ele se tornou o protagonista da lenda do nhoque da fortuna, transformando-se em alvo da busca por prosperidade.
Mas como será que uma massa italiana passou a ser o prato símbolo da boa sorte? Vamos desvendar essa história no artigo de hoje!
A lenda que deu origem ao nhoque da fortuna
A lenda da fortuna italiana conta que tudo começou no dia 29 de um mês muito distante, lá no século IV. Na época, o médico turco São Pantaleão vivia como peregrino na região do Vêneto, no nordeste da Itália.
Faminto, ele bateu de porta em porta em busca de um prato de comida, até ser atendido por uma família simples, porém, generosa. Apesar de terem pouco, os anfitriões dividiram o que havia na mesa: um pouco de nhoque, rendendo sete bolinhas da massa para cada um.
Antes de se despedir, Pantaleão fez uma prece pedindo prosperidade para aquela família e sua colheita. Inesperadamente, a família descobriu mais tarde que, sem ninguém perceber, o andarilho havia colocado um punhado de moedas embaixo de cada prato.
Como é uma crença popular, a origem do nhoque da fortuna tem diferentes variações, mas essa é uma das mais conhecidas e aceitas.
A partir dessa história, espalhou-se a famosa superstição com nhoque: comer sete unidades da massa todo dia 29 com uma moeda ou nota embaixo do prato na tentativa de atrair fortuna, prosperidade e boa sorte.
Da tradição italiana ao costume internacional
O nhoque da fortuna nasceu como uma história passada de geração em geração nas mesas italianas. Mas como toda boa tradição, ela não demorou a atravessar fronteiras. Levada pelos imigrantes italianos, que trouxeram na bagagem não só receitas, mas também memória e saudade, essa prática encontrou espaço em outros cantos do mundo.
O ritual foi se espalhando, especialmente em países com forte influência italiana, como Argentina, Uruguai, Estados Unidos e, claro, o Brasil. Em cada canto onde chegou, o nhoque do dia 29 foi abraçado.
Na América do Sul, por exemplo, é comum encontrar famílias que seguem a tradição mês após mês, colocando dinheiro sob o prato, fazendo pedidos e celebrando com alegria. Em algumas regiões, restaurantes criam menus especiais no dia 29, e o costume virou parte do calendário afetivo de muita gente.
Superstição ou conexão emocional?
Em um primeiro olhar, o significado do nhoque da fortuna parece estar profundamente relacionado à busca por prosperidade e boa sorte. Mas, olhando com carinho, percebemos que essa tradição vai muito além.
Ela representa a ideia de que pequenos gestos de generosidade, como dividir um prato de comida com uma pessoa faminta, podem transformar momentos simples em memórias inesquecíveis.
Mais importante do que o valor da moeda colocada embaixo do prato é o valor do encontro, de reunir quem se ama ao redor da mesa, rir das histórias de sempre, partilhar o nhoque e reforçar laços que o tempo não apaga.
Você vai gostar de saber: Nhoque da fortuna: A tradição que une gerações de famílias ao redor da mesa.
Uma tradição que se reinventa
A tradição do nhoque da fortuna tem um encanto que resiste ao tempo, capaz de se adaptar à modernidade sem perder sua essência. Mesmo em meio às rotinas aceleradas e aos compromissos do dia a dia, esse prato continua a ser um símbolo de união, prosperidade e afeto.
Assim, a beleza do nhoque da fortuna está na sua capacidade de transcender gerações. Nos dias de hoje, com as agendas lotadas e as exigências da vida cotidiana, muitas pessoas ainda mantêm o ritual, combinando o nhoque às receitas de molhos ensinadas pelas avós e transmitidas de geração a geração.
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